segunda-feira, 12 de abril de 2010

CUIDADO COM O QUE DESEJA


Nina ganhou do pai o Angorá.
Chamou-o Reno, que sabia nome de rio.
O Rio Reno corre longe do agreste cerrado de Goiás, nos campos cultivados da Europa,
O Gato Reno, porém, passava seus dias com Nina.
Um gato engraçado, no grude com sua dona,
felino manhoso que seguia Nina, e abanava o rabo quando a avistava.

Um dia passeava com o Gato, no bosque de jatobás.
Nina apanha uma fava graúda no chão, acabada de cair do galho.
Gosta muito da fruta seca e áspera.
Abre a fava, com a ajuda de uma pedra.
Não era uma fava comum aquela, abrigava um gênio.
Aliás, o aprisionava.

O Gênio quase mata Nina de susto, aparecendo em alto estilo, provoca uma nuvem de poeira esverdeada. Ela precisou limpar-se do pó, batendo as mãos na roupa e no corpo, para enxergar aquele ser minúsculo, que em seguida lhe ordena, mais que pede:


_ Um desejo, menina, só um. E você me libertará.

A única testemunha do fato encantado, além de Nina, o Reno, macio e quente, enconstando nas pernas da dona e ronronando, como se nada acontecesse.
Em meio ao espanto Nina berra:

_ Quero o Reno comigo para sempre!

Desta vez, não foi uma nuvem de poeira, mas uma explosão de pó e faíscas verde musgo.
Nina cai sentada, tosse, espirra, e quando abre os olhos,
encontra em seus joelhos, um gato de porcelana igual ao Gato Reno.

5 comentários:

  1. OI ELIANE,

    na realidade um belo conto que nos leva a algumas análises e refexões.

    Uma delas é quase que uma praga religiosa que , no altar determina que aquele casamento será até que a morte os separe.

    Naquele momento o padre está transformando aquele casal no Gato Reno das fantasias e sonhos dos nubentes, numa obrigatoriedade que, logo os transforma num bibelô.

    Seres humanos, também, se transformam em bibelô,quando os sonhos das pessoas lhes parecem, tão inatingíveis que elas não conseguem ver uma realidade que, está tão próxima de sí.

    Olham tão para o alto e absurdamente para um infinito inatingível, perdem sem dúvida tantas oportunidades próximas e exequíveis, como naquela história do pescador.

    Este pesacador, acordava, diarimente de madrugada e antes que o sol aparecesse ele ia para a beira do rio,esperar o dia clarear.

    Enquanto isso, para se distrair, pegava umas pedrinhas do chão e as jogava nas águas do rio.

    E todo pedrinha que jogava no rio, pensava que naquele monento poderia ser um homem rico, bem sucedido e estava alí, implorando da natureza um poucos peixes para sua alimentação e da família.

    Quando jogou, uma destas pedrinhas na água um raio de sol fortuito e inesperado,como nunca acontecera antes, apareceu e fez sair daquela pedra um feixe de luz maravilhoso: Era um diamante!

    Agora imagine, quantos diamantes aquele pescador já havia perdido no rio, somente porque acreditava que "poderia ser", "queria ser", "um dia seria",sempre esperando o aquilo como uma improbalidade confessa e tão distante, quando na realidade tudo aquilo estava tão próximo.

    Estava sentado ao lado de um imensa fortuna e que vinha aos poucos se desfazendo.

    Como diria o famoso dramaturgo Nelson Rodrigues: É só!

    Eliane, tenho um blogo de humor, HUMOR EM TEXTO e ficaria honrado com sua presença.

    Um abração carioca e parabéns pelo seu texto.

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  2. Vou lembrar todo instante de Reno.

    Abraço.

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  3. lindo texto!

    adorei a visitinhas =)
    obrigada.
    beiijo
    *.*

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