quarta-feira, 7 de março de 2012

Ainda dialogando com Arnaldo Jabor





Na crônica “A mulher não existe” Jabor diz que o gay masculino é veado, mas a mulher é lésbica. O primeiro nome foi cunhado pelos machistas, se tomarmos Deleuze e Guattari, o machista , parte da forma-homem, o devir homem ocidental, o mais pesado que poderia haver, o que faz as guerras, e coloniza. Este é devir maior. Enquanto, para os mesmos autores, há o devir mulher, devir menor.
O termo para a mulher vem de Lesbos, a ilha mítica grega. Mas homens e mulheres estão na mitologia grega, um universos de deuses e deusas, os humanos mortais, os centauros, sátiros e faunos, entre outros.
A forma da família nuclear homem, mulher, filhos se permanece como uma forma de família, não possui hegemonia, felizmente, e a família vem mudando de muitas maneiras: casais de separam e constituem novos pares, e os filhos têm então, uma grande família, no melhor dos casos, nos novos lares entre as novas uniões de seus pais e mães.
E agora temos as famílias dos casais gays homens ou mulheres. Alguns adotam crianças, outros preferem ter filhos gerados, e um membro do casal seria o doador do esperma, no caso do par masculino, e no feminino, uma das mulheres é elegida pelo casal enquanto a mãe biológica. Há um filme que trata de um casal de mulheres e seus filhos, que vão em busca do pai, que no filme, é o pai dos filhos do casal de lésbicas.
O nome do amor entre homens também poderia vir dos antigos gregos, entre os quais, efebos tinham seu mentor, sendo natural na cultura um jovem ser iniciado amorosamente por um homem mais velho.
Este pequeno texto é uma ratificação ao termo veado que usei brincando com Jabor, que me parece sempre pejorativo, e não o uso. Jabor o usou para falar do diferente tratamento entre homens e mulheres gays. Viva as diferenças e a desconstrução das formas hegemônicas, tão pesadas e carregadas de sofrimento por cada um de nós.

terça-feira, 6 de março de 2012

Para Arnaldo Jabor, na crônica: A mulher não existe


Jabor,

Gosto de crônicas enquanto gênero literário. Aprecio cronistas, e me admiro dos que escrevem semanalmente, para mim, tarefa da ordem do impossível. E cronistas escrevem. Como a mulher, o/a cronista não existe, mas os cronistas; e cada qual tem seu dia. Concordo com você em gênero número e grau, a mulher não existe, felizmente, existem mulheres. E sou entre as mulheres.

Também acredito que não existe o homem, mas homens. Infelizmente o homem teima em existir, e isto faz a vida dele mais sem graça. Muitas vezes, um inferno. Colocaria você no território feminino, não como veado, como um entre os homens femininos. Poucos e bem vindos. É um elogio.

Adorei a crônica, me senti compreendida. O homem tal como se faz pregar é a forma homem branco, o devir homem de Fèlix Guattari e Gilles Deleuse. Os dois filósofos parceiros consideravam o devir mulher muito mais interessante; este seria devir menor. Estou com os dois, que se pretendiam devir menor; não sei se conseguiram em suas vidas pessoais, mas sinto uma profunda gradidão por suas contribuições.

Persigo o devir menor, estar na vida sem garantias. E gosto de ser entre as mulheres. realmente, a mulher não existe, só no plural.


Um grande abraço feliz,



Eliane Accioly



NB: um convite, clica em meus blogs, (os endereços estão no corpo do e.mail) se tiver tempo, neste seu mundo ocupado.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pessoas nas cidades do milênio rogam humanização

Medianeras
Filme argentino, direção de Gustavo Taretto.


           O filme começa mostrando a falta de planejamento urbano em Buenos Aires. Tanto apartamentos gigantescos, como cubículos, onde o sol nunca entra.  Nas cenas inaugurais aparece um acidente de carro, alguém é atropelado, talvez uma mulher, ou não. A história contada que sabemos a seguir é a de um cachorro que se suicida, pulando do sétimo andar, onde ficava preso em uma sacada minúscula.

Medianeras, o narrador nos conta, são paredes “mortas”, sem janelas ou qualquer outra função. Depois de assistir ao filme andei olhando ao meu redor paulistano, e não sei se temos Medianeras aqui, em São Paulo. No filme sim, o que lhe dá o título. A personagem feminina morava no mesmo quarteirão que o homem que buscava sem conhecer, sua bíblia, o livro desenhado com muitas personagens, “Procurando Wally”. AO mulher e o homem um de frente para o outro, viviam auguras, desencontros, e buscas e anseios.  Simultaneamente, ainda sem se conhecerem pessoalmente, um e outro abrem uma janela “na medianera”.  Uma revelação, o sol que ficava de fora, entra nos apartamentos, ou melhor, na moradia, na casa de cada um deles.

Conversam pela internet, um mais ou menos se descreve ao outro. E na vida real, numa manhã, olhando pela janela recém aberta, a moça avista, quem? Wally, o homem buscado. O filme é importante.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Poema publicado em Mulheres Emergentes, de Tânia Diniz, em 208!!!!!!!!!!!!



ELIANE ACCIOLY

A SURPRESA

O gato-maravilha que em mim morreu
muitas vezes retorna,
cara redonda e invisível

Sua sombra errante corre livre
na saudade de bandos vadios
arrepiando as ruas e as paredes
de meu corpo

Intumescente lábio de lua crescente
fixo só na aparência
ri de mim, Alice,
prisioneira dos contrários,
o país dos espelhos
onde me extravio

na aprendizagem banal e mágica
de ser sendo

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Anselm Kieger


Título da obra:"Ressurrixit"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Imagens de Tàpies _ pesquisa no GOOGLE




Artista Antoni Tàpies morre aos 88 anos
Por Redação

O pintor e escultor catalão Antoni Tàpies, considerado um dos maiores representantes europeus da arte abstrata do pós-guerra, morreu aos 88 anos, em Barcelona.

Segundo o jornal espanhol El País, Tàpies fez a sua primeira exposição individual em Paris, participou em 1960 numa mostra da nova pintura e escultura espanhola no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, além de estar representado na exposição «Before Picasso, After Miró», no Museu Guggenheim de Nova Iorque.

A mesma fonte adianta que o artista inovou ao utilizar novas técnicas de desenho, litografia e colagem sobre suportes plásticos, bem como recorrer a materiais combinados com objetos de uso quotidiano.


(Pesquisa no GOOGLE)